Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 03/10/2024

Em 1976, o mundo conhecia uma das obras mais relevantes da história recente: “O dicionário da Política”, em que Noberto Bobbio afirmava ser do Estado a garantia do acesso à inclusão cultural. Entretanto, a questão dos desafios para a valorização da arte urbana impede que a população brasileira vivencie tal direiro mencionado, o que representa gravíssimo problema. Com efeito, para solucionar o impasse, há de se combater a omissão estatal e a impunidade social.

A priori, é imperioso destacar que a inércia estatal é um fator determinante para a problemática. Nesse sentido, John Locke conhecido como pai do liberalismo, entendia que a população deveria confiar no Estado, que por sua vez, garantiria direito aos indíviduos. Ocorre, que, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, já que a desvalorização da arte urbana mostra-se ocorrente no dia a dia. Nesse contexto, a falta de carência estatal justifica-se a partir da ausência de ações que ajudam na visibilidade da arte urbana, como a garantia da urbanografia nos museus nacionais e em feiras públicas, o que demonstra a negligência governamental em prover esse hábito a sociedade brasileira. Desse modo, enquanto a omissão estatal for a regra, a culturalização será a exceção.

Ademais, a impunidade humana ratifica a preocupante situação mencionada. Sobre isso, antes da Revolução Francesa, diversas obras artísticas não eram merecedoras de serem tratados com respeito e estavam excluídas da sociedade, o que mudou com o surgimento do Iluminismo. Todavia, diversas artes urbanas, ainda não experimentam todos os benefícios assegurados no século XXI, uma vez que ainda são vistas como sinônimo de marginalização na sociedade, mesmo sendo um processo de manifestação cultural. Tal preconceito prejudica os artistas, que não ganham o reconhecimento necessário dos índividuos. Assim, é incoerente que a população ainda conviva com esse arcaico dilema de desiquilíbrio social.

Portanto, é necessário que o Ministério da Cultura atue de modo a desarticular tal exclusão, por meio de projetos de amparo aos cidadãos, além de entrevistas com especialistas no assunto, com a finalidade de promover a valorização da arte urbana. Essa iniciativa, garantirá que o conceito defendido por Locke, seja em breve, realidade.