Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 19/10/2025

No curta metragem brasileiro “Meu amigo Nietzsche”, um garoto pobre atráves de um livro que achou em um lixão, acaba criando um interesse pela leitura. Fora da ficção, muitas crianças com baixa condição monetária, acabam não tendo a mesma sorte do garoto do filme, ficando sem ter qualquer contato com livros, uma das principais formas de produção cultural. Logo, devido à desigualdade social, o acesso à cultura não é democratizado no Brasil.

Primeiramente, é necessário entender que a desigualdade social priva aqueles que vivem em situação de pobreza, de terem acessos básicos. No livro “Morte e Vida Severina”, o protagonista, chamado Severino, vive em condições extremamente precárias que assolam o nordeste brasilero, sem escolas, sem trasnportes públicos e muito menos sem qualquer tecnologia, como internet ou telefones celulares. Fora da ficção, assim como o Severino, a população em situação de pobreza não tem acesso à aspectos básicos da sociedade, como educação e transporte. Dessa forma, devido ao abandono estatal sobre aqueles que vivem em condições precárias, a desigualdede social se perpetuará.

Por conseguinte, o acesso à cultura acaba se tornando um privilégio de apenas uma parte da população. Segundo a Constituição de 1988, é direito de todos os cidadãos o acesso, e exercício da cultura. Porém, segundo o IBGE, em 2023, aproximadamente 28% da população brasileira vivia em situação de pobreza ou extrema pobreza, população essa que sem acesso às escolas, não conseguem se alfabetizar, tornando impossível ler livros, sem acesso à meios de transportes públicos, não conseguem visitar museus ou cinemas. Dessa forma, fica evidente que a cultura, na realidade, é apenas acessível à aqueles que tem condições mínimas de escolaridade e transposte garantidas.

Portanto, torna-se evidente que os desafios associados ao acesso à cultura devem ser sanados. Diante disso, o Estado, através dos Ministérios da Educação e Infraestrutura, por meio de políticas públicas, deve garantir a igualdade nos acesso da população sobre escolas e meios de transporte, para que assim, a população como um todo, tenha capacidade de acessar meios de produções culturais, como livros e museus. Assim, a Constituição de 1988 se tornará uma realidade plena.