Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 14/10/2018

Segundo o filósofo Tylor, cultura é um termo complexo que inclui valores, crenças, etnias, costumes e hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro da sociedade. Todavia, a cultura não é tão disseminada no Brasil para várias pessoas. Logo, a indústria cultural e a censura artística são fatores que implicam na democratização cultural.

É importante pontuar, de início, que a indústria cultural é um fator que se intensificou desde a Revolução Industrial, juntamente com a chegada do capitalismo, e que dificulta o acesso à cultura em diversos locais. Tal situação é vista nas comunidades, onde pessoas não têm acesso à internet, computadores, bibliotecas, artes e cinemas. Destarte, essa exclusão é devido a grande parte da população periférica não ter condições financeiras para obter conhecimentos culturais por meio da compra, já que o lucro é o principal objetivo da indústria cultural.

É fundamental destacar, ainda, que a polarização política contamina com questões ideológicas a interpretação das obras de artes, podendo levar à censura. À vista disso, muitas artes, hoje em dia, são vítimas de diversas críticas por partidos de direita e conservadores. Em suma, no segundo semestre de 2017, diversas obras e espetáculos no Brasil, como a exposição “Queermuseu”, transformaram-se em manchetes de jornal e alvos de protestos populares, em que incentivavam, por meio da arte, a tolerância e o combate à homofobia. Porém, várias pessoas distorceram as interpretações e passaram a ver como uma obra que afrontava a moral cristã e incentivava a orientação sexual de um indivíduo.

É evidente, portante, que a cultura tem que ser democratizada. Para isso, é necessário que o Ministério da Cultura, juntamente com o Governo Federal, contribua na criação de salas de cinemas em escolas públicas, museus com diversas obras artísticas e espaços cibernéticos gratuitos com profissionais qualificados. Soma-se a isso a criação de bibliotecas públicas, bem como a disponibilização de livros literários nas zonas periféricas, para que, desse  modo, possam viver em um ambiente democrático.