Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 16/10/2018
No advento do Governo Sarney, em 1985, nasce o Ministério de Cultura, com a finalidade de promover, gerenciar, financiar e, principalmente valorizar o patrimônio material e imaterial do Brasil. Porém, sua criação não consolidou de forma igualitária o acesso à cultura no país, assim, ocasionou uma desigualdade sociocultural. Nesse contexto, fica evidente a falta de agregação e acessibilidade à cultura a qual em conjunto são desafios para democratização eficiente.
Em primeiro lugar, vale salientar que o Brasil é um país de diversidade cultural na qual engloba diversos grupos, etnias, religiões, raças, não tendo, portanto uma cultura especifica. Democratizá-la no país, é, então valorizar todo tipo de manifestação, não optando uma em razão de outra garantindo desse modo que todos os grupos sejam contemplados. Por outro lado, nem sempre o acesso a toda essa pluralidade é tão presente uma vez que, pesquisas exibidas pela Unesco – 70% da população não possui acesso ao entretenimento.
Ademais, o filósofo Theodor Adorno, em sua teoria “Indústria Cultural”, esclarece que a arte passou a ser instrumento industrial com a finalidade lucrativa. Desse modo, por meio dos veículos de comunicação a população está sendo modelada culturalmente, esquecendo as suas verdadeiras raízes. Logo, esse processo aniquila a essência brasileira de culturas regionais na busca pela incorporação de uma cultura capitalista.
Fica claro, portanto, que o processo de aproximação do povo brasileiro com seu patrimônio cultural está longe de acabar. Primeiramente, o Ministério de Cultura deve criar medidas que visasse maior investimento e incremento na cultura, por exemplo, o melhoramento da Lei Rouanet e, a promoção dos costumes de grupos desprivilegiados socialmente. Além disso, o Governo juntamente com a mídia pode criar programas para maior divulgação e valorização das práticas e manifestações, por meio de programas de televisão, campanhas e até festivais temáticos. E, por fim, a criação de locais de estímulo ao contato das crianças, adolescentes e adultos com o universo literário e cinematográfico, por exemplo, poderia representar uma tentativa de democratização mais tangível e realizável. Só assim, preservaremos a cultura brasileira, visto que ela fundamental para a consolidação da história brasileira.