Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 26/10/2018

A aproximadamente 1100 a.C, na Grécia antiga, o acesso a cultura era restrito para aristocracia, deixando as pessoas consideradas “inferiores” fora desse acesso. Embora, no Brasil, não haja essa restrição em lei, o acesso a cultura no país é muito heterogêneo por conta de diversos fatores financeiros e históricos. Nesse sentido, rever a situação social dessas pessoas é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.

Primeiramente, é válido destacar as dificuldades para uma homogenização do acesso a cultura no país. Foi somente na Semana da Arte Moderna, que ocorreu há quase 100 anos atrás, que houve manifestações de artistas a favor da inclusão de classes mais baixas no acesso cultural no Brasil, demonstrando o quão recente é esse movimento. Além disso, a concentração de museus, teatros, espetáculos de dança e cinemas em cidades desenvolvidas ou então na regiões mais gentrificadas limitam o acesso de pessoas de baixa renda a esse tipo de formação.

Ademais, é importante frisar, também, as dificuldades de despertar curiosidade e interesse pela cultura. Segundo dados do IBGE, cerca de 70% das pessoas não comparecem ao cinema com frequência e 90% das pessoas nunca assistiram um espetáculo de dança. Assim, apesar de haver algumas exposições culturais em locais pouco explorados, há uma falta de estimulo e de investimento em propaganda para que esses projetos tenham a aceitação e engajamento populacional. Dessa forma, cria-se uma “casta” artística cada vez maior no país.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Cultura busque acumular recursos para construção de cinemas, teatros e museus em cidades de pouca diversidade cultural e também aperfeiçoe a lei Roaunet para que os artistas iniciantes sejam a prioridade no tocante a auxílios financeiros em seus projetos. Assim, haverá uma maior diversidade cultural para que populações leigas tenham acesso e possam desfrutar de conhecimentos diferentes e assim aumentar e valorizar a arte.