Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 30/10/2018

Segundo Ruth Benedict “a cultura é a lente com a qual o homem vê o mundo”. Em consonância com essa afirmação, percebe-se que é indubitável a importância da difusão da cultura, por meio de dança, teatro, cinema e museus. Todavia, os baixos investimentos governamentais e as desigualdades sociais impedem uma democratização do acesso a estes meios, se tornando assim, um problema hodiernamente urgente no Brasil.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, UNESCO, mais de 92% dos brasileiros nunca foram à um museu ou exposição de arte e 78% nunca assistiram um espetáculo de dança. Tais dados ressaltam a incontestável ausência da democratização que deveria ser assegurada pelo estado, como afirma o artigo 215 da Constituição Federal: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional”. Ou seja, investimentos para essa área são baixos pois, fontes de cultura não estão presentes na realidade da grande maioria da população.

Outrossim, para o filosofo chinês Confúcio “a cultura está acima da diferença da condição social”.Entretanto, as desigualdades sociais são outro fator que evidencia um desafio para se realizar o que afirma o artigo 215 da constituição, visto que, ainda de acordo com a UNESCO, mais de 90% dos municípios brasileiros não possuem sala de cinema, teatro, museus e afins, por conseguinte, têm-se que a maioria desses locais estão presentes somente em grandes cidades, metrópoles e capitais e, as regiões periféricas e os municípios pequenos são esquecidos, não possuindo, dessa forma, acesso à cultura. Portanto, para que no Brasil a frase de Confúcio se materialize na realidade, são necessárias algumas medidas.

Logo, o Ministério da Cultura deve investir na descentralização de locais como museus e teatros, levando-os também para regiões menores, para assim, um maior número de pessoas terem acesso. Ademais, tal ministério aliado com museus e teatros, deve promover a realização de transmissões online de espetáculos e também, pelo menos 2 vezes por mês, realizar sessões gratuitas para atrair públicos que não têm condição de pagar. Dessa forma esse impasse seria resolvido.