Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 26/10/2018
Com a vinda da Família Real em 1808, devido à fuga ao imperador francês Napoleão Bonaparte e o bloqueio continental imposto por ele. O Brasil, deixou de ser uma colônia para ter a sua autonomia, para tanto, o acesso à cultura era fundamental, construindo-se bibliotecas, jardins botânicos, teatros, entretanto,somente a nobreza usufruía. Logo, mesmo com o passar dos séculos a questão da democratização do acesso à cultura não acabou-se, dessa forma, medidas como melhor uso da Lei Rouanet e a redução de impostos nos setores culturais seriam pertinentes.
Nesta perspectiva, o uso da Lei Rouanet para o fomento à cultura faz-se necessário, visto que, o que nos separa dos animais é a capacidade da transmissão do legado, a cultura, continuando-se de onde a última geração parou, sem ter que iniciar o processo novamente igual aos animais. Ademais, o passado e a memória representados pela cultura, são a base civilizatória de qualquer nação e deve ser preservada, ao longo da existência da humanidade.
Assim sendo, já com a legislação federal que permite o uso de meia-entrada para estudantes ao uso de serviços culturais como o cinema, ainda à necessidade de ampliar essa legislação a pessoas de outras categorias, por meio da redução de impostos no setor cultural. Ademais, tal redução fomentaria esse mercado aumentando o lucro e o número de clientes, democratizando à cultura.
Fica evidente, portanto, que o Ministério da Cultura deve liberar verbas da Lei Rouanet para financiar artista sem condições financeiras, os iniciantes. Cabe aos deputados e senadores do Congresso Nacional, votar um projeto de redução de impostos com o objetivo de incentivar esse serviço para todos os cidadãos, visto que, à cultura é necessária para se civilizar, a fim de se democratizar o acesso cultural. Dessa forma, todos os brasileiros poderão usufruir dos direitos da nobreza e a realeza portuguesa do século XIX, corrigindo-se este erro histórico.