Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 30/10/2018
A Escola de Frankfurt contou com inúmeras figuras contribuintes à teoria crítica da sociedade, principal característica da vertente, sendo uma das principais o filósofo Walter Benjamin. Esse dá o termo “aura” a elementos únicos de uma obra original - sem alguma reprodução - e se refere à indústria cultural removedora da autenticidade. Atuando conforme o funcionamento da corrente elétrica, qual surge devido ao movimento de elétrons e percorre o caminho mais fácil e menos resistente possível, o pensamento do positivista traça trajeto curto para tratar da arte, porém se aplicado geraria exclusão ao acesso cultura de grande parte da população.
Com isso, a desigualdade social presente no país é refletida na falta de acesso à cultura. De acordo com o Comitê de Oxford para Combate à fome (OXFAM) 5 brasileiros possuem o equivalente a metade do capital da população. Pelo alto custo dos concertos, poucas pessoas têm acesso à expressão erudita. Além dessa, há a desvalorização da produzida popularmente, muito presente no subúrbio. O rap, estilo musical baseado em críticas sociais é raramente visto como culto, portando pouco tem ascensão. Esse poderia trazer benefícios se a aderido pela população já que o nível escolar dos que o produzem é baixo e maiores compactuadores da violência, a arte atenuaria a falta de oportunidades no mercado de trabalho convencional. De modo tangente à corrente elétrica, a falta de acesso a cultura traça rota breve, contudo desfavorável à sociedade.
Por outro viés, a resistência - descoberta por Georg Ohm - se opõe ao fluxo elétrico, barrando o trabalho anterior. No sentido em que a direção é contraria á teoria de Benjamin, o Governo Federal fornece aos estudantes desconto de 50% em ingressos em eventos artístico-culturais. Dessa forma, os jovens que têm matricula e regularidade podem usufruir de obras em teatros e cinemas com mais facilidade. Na internet é possível aceder materiais com agilidade e baixo custo, servindo a plataforma também como ferramenta de inclusão. Apesar disso, o público apreciador e atuante no meio artístico ainda é reduzido.
Logo, fica visível a necessidade de mudança da realidade similar à corrente elétrica para a de resistência. Por intermédio de ação conjunta entre o Ministério da Cultura e a Secretaria Especial de Comunicação Social, realizar publicidades que mostrem dados do significante aumento da participação de estudantes na cultura com o projeto ID Jovem, assim incentivando ao melhor aproveitamento ao benefício. O Ministério da Educação deve inserir nas disciplinas já presentes na grade curricular obrigatória de sociologia e artes a temática de democratização e aceitação da diversidade cultural, os auxiliando a resistir ao usual.