Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 22/02/2019
A cultura é essencial para a identificação e inclusão do indivíduo ante à sociedade. Contudo, a ausência de políticas públicas para implantar o acesso cultural nas escolas e para os cidadãos; além do alto custo e baixa disponibilidade para consumi-la, a torna seletiva.
Em primeiro lugar, de acordo com a Constituição Federal de 1988, os cidadãos têm direito à cultura. Porém, uma pesquisa feita pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2017, grande parte dos municípios não possuem teatros e salas de cinema. Ademais, ainda de acordo com a pesquisa, mais de 70% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança. Isso demonstra a omissão do Estado com a promoção cultural para a população e seu custo elevado, assim, sendo disponível apenas para quem tem condições de pagar e mora em lugares favorecidos.
Outrossim, segundo Vera Candau, no livro Multiculturalismo - Diferenças Culturais e Práticas Pedagógicas, a escola é, sem dúvida, uma instituição cultural. Todavia, há uma carência de ensino cultural nesse segmento social. Isso se dá pela falta de políticas públicas para ensinar aos alunos sobre a importância da cultura e estimulá-los a produzir, por meio da música e/ou pintura, entre outros; o que contribui para a segregação cultural.
Isso posto, é necessário que o Ministério da Cultura (MinC), junto aos municípios que não possuem espaços culturais, realizem mostras ao ar livre e entrada com preço acessível para os moradores; além dos proprietários de cinema e teatro permitir o acesso gratuito, quinzenalmente, para pessoas de baixa renda, exigindo o comprovante de renda para terem acesso. Também, o MinC e diretores escolares organizem oficinas culturais, com artistas locais, para falar sobre a relevância da cultura e, se possível, implementá-la na grade escolar, a fim de democratizar a cultura em todos os setores da sociedade.