Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 17/03/2019

Na revolução Industrial, ocorrida nos séculos XVIII e XIX, transformou diversos comportamentos e ideias da sociedade. Nesse contexto, uma dessas mudanças foi a forma que à cultura se apresentava para a população, a qual passou a seguir os moldes da industrialização, criando com isso uma ideia de preço e valor para o mercado, Por consequência disto, elitizou o seu acesso, e criando uma discriminação por aquelas que não se tinham valor.

No Brasil, á cultura se dá por um sistema análogo ao da industrialização, o funcionalismo, o qual conceitua a valorização por aquilo que gera lucro, negligenciando as demais. Desta maneira as atividades culturais são muitas vezes deixadas de lado pelo Estado e redes privadas, por não serem “ferramentas úteis” para o mercado financeiro e popular, por conseguinte, isto torna o acesso á cultura um desafio tanto para o produtor quanto para a sociedade, pois não há investimentos e divulgações necessários.

Sendo assim, pela falta destes investimentos e incentivos á arte, além de dificultar e restringir o acesso para muitos, também as torna sujeitas a uma formação de padrão, trazendo a ideia do que é ou não uma cultura. Desse modo, as atividades culturais predominantes em uma sociedade, são aquelas que a elite ou o mercado prioriza, limitando o alcance e a diversidade cultural  artística, incentivando o meio a descriminar o diferente. Fato isto, por não haver um conhecimento ou aproximação das artes não modelares, exemplo disto, é o rap, o qual se têm um pré-julgamento por ser da periferia e ter letras criticas, a taxando como música de criminoso, sem haver uma busca por compreensão.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir uma maior democratização ao acesso á cultura como também o seu incentivo, independente do estilo ou lucro que trazer. Portando é de suma importância que a Secretaria da Cultura, demonstre um maior apoio e incentivo financeiro aos artistas, escolas, grupos e entre outros, através de uma parceria de politicas públicas com incentivo privando, os quais busquem promover uma integração da sociedade com a arte, além de investir os artistas em cursos e palestras com profissionais e professores artísticos,  estimulando-os a se aperfeiçoarem ainda mais. E por fim a Secretaria tem o objetivo de fiscalizar o comprimento destas atividades e dos artistas que trazem essa cultura, com o objetivo de equilibrar e não estimular apenas uma. Podendo com essas ações trazer a busca e o acesso por qualquer meio cultural, sem viés econômico ou social.