Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 10/04/2019
Segundo a ONU em 2018, o Brasil está entre os cinco países mais desiguais do mundo, fato que se reflete em seu acesso à cultura. Entretanto, em 2016 segundo pesquisa, apenas 2,8% dos domicílios não possuíam um aparelho de televisão, mostrando que algumas formas de cultura e entretenimento são mais acessíveis e incentivadas que outras. Vide o investimento para a transição de sinal analógico em digital.
Leandro Karnal, historiador brasileiro, diz que existem duas formas de censura, a explícita presente em governos ditatoriais e a implícita presente em governos onde o estado e empresas estatais possuem o monopólio da cultura, este chamado de patrocínio, afinal o estado tende a patrocinar apenas aquilo que é de seu interesse. Pode-se notar o investimento focalizado em centros urbanos, enquanto, segundo a UNESCO, mais de 90% dos municípios brasileiros não possuem salas de cinema, teatros, museos ou espaços culturais multiuso.
Enquanto grande parte dos municípios não possuem tais ambientes, aqueles que o fazem nem sempre recebem a manutenção e incentivo necessário para seu pleno funcionamento, a exemplo do Museo Nacional. Tendo em vista que o nível de escolaridade influencia de maneira direta o acesso à cultura, em 2013 o Ministério Público informou que 75% dos brasileiros não frequentam museos e entre as justificativas de destaque estaria o não pertencimento à expressão cultural oferecida por eles.
Visando solucionar tais problemas, o Ministério da Cultura deve investir de maneira igualitária na mesma, e juntamente ao Ministério da Educação proporcionar experiências culturais em escolas, como excursões a museos, teatros e cinemas ou pequenas mostras e sarais em municípios que não possuem espaço destinado a cultura, tendo como objetivo a democratização do acesso à cultura.