Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 04/06/2019

A importância da cultura para uma sociedade, não é notória somente nos tempos atuais. Não obstante, na antiguidade, o povo heleno da Grécia Antiga era divido em pólis (grandes cidades-estado com governo independente), mas além de ocuparem o mesmo território, eram ligados também pela cultura. A exemplo disso, foi criado as olimpíadas, um espetáculo de jogos em trégua de guerras em que todos as pólis se uniam para prestigiar. Esse espetáculo era associado também a religião. Haja vista essa importância, no Brasil hodierno, a cultura e os meios de integração estão limitados, ao passo que encontra-se dificuldades de acesso para a população de maneira geral e em sua diversidade.              Como primeira constatação, é oportuno frisar a falta de infraestrutura direcionada à cultura e lazer nas regiões mais pobres do Brasil. Tal situação é criticada pelo grupo musical Racionais Mc’s na música Fim de Semana no Parque, nos versos “o investimento no lazer é muito escasso, o centro comunitário é um fracasso”, reforçando a veracidade dessa situação na realidade das periferias retratadas na música. Neste mesmo viés, é oportuno analisar o número de centros voltados à arte nos estados. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, entre 1999 e 2014, o percentual de município que possuem galerias de arte, teatros e centros de artesanato é pequeno, cerca de 25%, esse número é menor ainda principalmente no Nordeste.

Frutos da falta de infraestrutura sociocultural, outros caminhos podem ser mais atrativos para quem vive essa realidade. Na música citada acima, o verso, “mas, se quiser se destruir está no lugar certo”,

Diante desse panorama, é necessário minimizar essas dificuldades. A longo prazo, o estado em parceria com empresas privadas, fará o investimento necessário em construções de estruturas para receber projetos sociais, tal como teatro, atletismo. Para então, as ONG’s promover a criação desses projetos de vertentes artísticas, esportivas e científicas nessas regiões mais pobres, contribuindo para facilitar o acesso e ter uma maior integração da população no meio cultural. A criação dessas estruturas e projetos, também ajudará os profissionais dessa área a desenvolverem a profissão escolhida de modo formal e produtivo para a sociedade inteira, porque abrirá novas oportunidades de empregos. Todavia, é necessário cumprir com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que defende o direito de todo ser humano, de participar da cultura na comunidade e usufruir de seus benefícios.