Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 04/06/2019

No período Paleolítico, desenvolveu um mecanismo técnico de pintura em cavernas e em rochas, desse modo, foi denominado a elas o nome de pinturas rupestres. Por conseguinte, esses traços históricos demonstram rituais, crenças, fauna, flora, a relação entre os homens e a arte daquela época. Hodiernamente, com os estudos avançados podemos ver que a arte parietal da pré-história não são apenas desenhos mas sim uma ponte de informações, habilidades e técnicas. É certo que, essas descobertas carregam ao cenário atual o aprimoramento da arte e, paralelamente, a valorização de tais práticas, com intuito de salvaguarda-las para maiores estudos e que todos os corpos sociais tenham acesso a elas e desfrutem da arte antiga e contemporânea. Entretanto, nem todos os indivíduos tem acesso a essas práticas, corroborando a problemas e bolhas sociais.

A sociedade atual vive em um cenário de modernidade líquida, em que as relações são rápidas, imediatas e assim leva á mudanças imprevisíveis dos corpos sociais e, nessa perspectiva, muda o dia a dia dessas pessoas, levando-as a uma alienação social, principalmente, no âmbito da arte. Dessarte, compreende que o fomento da internet contribui também para essa exclusão da participação de teatros, musicais, feiras culturais, cinemas por acharem que tem tudo no meio virtual e assim abandonando os episódios do meio real, contribuindo a bolhas na sociedade. E, não se pode negar, que muitas pessoas não tem tempo para eventos porque estão nos trabalhos ou estudando. Entretanto, há também pessoas que não tem esse acesso por ser caro e muitas vezes não haver a disseminação de informação desses acontecimentos e contribui à levar ao pensamento de Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem”.

A falta de incentivo para a arte nas escolas, nas empresas, nos lugares públicos leva ao crescimento da desvalorização e o aumento para uma arte elitizada. Convém ressaltar que ao surgimento de bolhas sociais dentro da sociedade contribui para a superioridade de uma classe a outra. E, atualmente, o capitalismo é presente em todos os âmbitos sociais, por conseguinte, leva ao aumento dos preços e ao bloqueio de certas classes a esses eventos e assim gera a exclusão social que pode levar esses corpos sociais a problemas como um depressão, problemas de ansiedade e problemas psicossociais e assim leva-nos a ideologia de Karl Marx que diz que o capitalismo prioriza o lucro em detrimento dos valores.

Torna-se evidente que é fulcral que o Ministério da educação e cultura(MEC) junto a mídia crie e aumente (por meio de verbas governamentais) práticas de disseminação de informações e facilite o acesso a eventos e exposições para que consiga atingir o maior público possível, e todavia, os corpos sociais participem e sejam influenciadas a salvaguarda-las como foi feito com as pinturas rupestres. Desse modo, leva o individuo a valorização da arte e a contribuir à tais práticas e a quebra da liquidez.