Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 04/06/2019
No início do século XX, destacava-se no México o movimento do Muralismo, que visava difundir e enaltecer a cultura nacional, por meio de pinturas feitas em muros, pois seus artistas defendiam que a arte tivesse alcance social. Em contrapartida, recentemente o Brasil tornou a democratização do acesso à cultura uma tarefa mais árdua, com a extinção do Ministério da Cultura (MinC), o que afeta diretamente a população mais carente, pois dependem de politicas públicas, para terem acesso a ambientes culturais.
É primordial ressaltar que, a incorporação do MinC com mais dois outros ministérios em uma só pasta, minimiza a sua importância e evidencia pouco interesse por parte governamental em solucionar a problemática brasileira, a desigualdade no acesso à cultura. Diante disso, vale assinalar uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014, em relação aos municípios com equipamentos culturais e meios de comunicação, a qual revela que somente 10,4% possui cinema e 23,4% possui teatros, o que afirma a escassez de investimento e incentivo cultural.
De modo complementar, esse descaso por parte do poder público em melhor disseminar a cultura, leva a elitização da mesma, visto que os ricos, por possuírem poder aquisitivo, conseguem usufruí-la facilmente, enquanto os mais pobres ficam dependentes de alguma iniciativa pública ou privada. Nesse sentido, cabe pontuar o pensamento do filósofo Confúcio de que a cultura está acima da diferença entre classes sociais, todavia, essa ideia está longe da realidade do país.
Constata-se, então, a importância de medidas que ponham fim a desigualdade de acesso à cultura. Tais práticas devem vigorar, mediante a parceria do Governo Federal com as prefeituras municipais, na criação de espaços culturais gratuitos, como cinemas, galerias de arte e escolas de teatro, em comunidades carentes. Ademais, é imprescindível a reativação do MinC, para maior motivação e difusão artística, dessa forma, a idealização de Confúcio será realidade para os brasileiros.