Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 23/10/2019
A Lei de Diretrizes e Base da Educação, de 1996, resguarda que a escola tem o dever de estabelecer atividades, em prol do acesso, dos indivíduos, à cultura brasileira. Entretanto,o atual contexto do país contrapõe essa norma, uma vez que a falta de compromisso do governo em propiciar, não apenas nas escolas, mas também em diversos lugares da sociedade, o achegamento cultural à população, além da aproximação dessas interatividades depender de renda, faz com o que, grande parcela dos cidadãos não tenham seus direitos assegurados. Assim, analisar esses fatores é importante para compreender os impactos que esse infringimento da lei causa à sociedade.
Primeiramente, é notório que a negligência dos órgãos de poderes é um desafio dessa temática. Sob tal ótica, o teórico Michel Foucault, salienta que o Estado é responsável pela vida da população, assegurando, também, todos os seus direitos. Contudo, no hodierno cenário brasileiro, existe um paradoxo em relação a essa máxima, certo que, devido a falta de investimentos governamentais em lugares como bibliotecas, teatros, espetáculos, cinemas, deixa muitos indivíduos isentos desses e de outros direitos culturais.
Outrossim, vale ressaltar, também, a desigualdade social como empecilho desse tema. Nessa lógica, uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística(IBGE), afirma que, em 2007, 10% dos mais ricos do Brasil são responsáveis por cerca de 40% de todo o consumo cultural do país. Sendo assim, esse estudo comprova que o custo financeiro em relação ao acesso desses lugares, consolida para que pessoas de baixa renda não possam usufruir desses bens. É imprescindível, que em uma nação democrática, o acesso à cultura seja restrito a poucos indivíduos.
Percebe-se, portanto, que a democratização do acesso à cultura brasileira é um empasse. Logo, o Ministério da Educação, com o auxílio do capital particular, deve, por meio de programas sociais, criar campanhas nas escolas e nas comunidades, com a ajuda de profissionais da educação, que beneficie a infraestrutura de lugares com valores culturais, ademais,com o dinheiro privado, disponibilizar gratuitamente, o acesso dessas áreas, para que indivíduos de condições financeiras precárias também possam interagir. Em síntese, haverá uma sociedade em que a Lei de Diretrizes e Base da Educação seja mais legível no cenário brasileiro.