Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 04/11/2019
Consoante à “Alegoria da caverna” de Platão, o verdadeiro mundo só poderia ser atingido a partir do pensamento crítico e racional.Assim ,hodiernamente, no Brasil, existem correntes que, de certo modo, aprisionam-nos na escuridão, visto que há empecilhos no que tange a democratização dos cinemas. O que se dá, também, pelo negligenciamento de leis constitucionais, além disso, existe a falta de suporte do governo. O artigo 6 da constituição federal brasileira, assegura ao poder publico o dever de garantir o acesso a informação e entreternimento. Entretanto, apesar de existirem direitos constitucionais, parece que não estão sendo suficientes ou satisfatórios. Como prova, segundo dados do meio e mensagem, 88% dos telespectadores de tv, apenas 19% vão ao cinema frequentemente. Fato esse que é ocasionado pela centralização e elitização desse meio. Outrossim, o problema é acentuado, ainda mais, pela ausência de investimento e fiscalização, derivado da falta de comprometimento do governo. Segundo John Locke, é dever do estado garantir direitos individuais. Com isso, torna-se imprescindível o comprometimento financeiro e o monitoramento para o funcionamento dessa engrenagem. Como exemplo, pessoas que moram e áreas interioranas e periféricas estão desprovidas do universo cinematográfico, em casos mais críticos, até rede de televisão. Em suma , urge que medidas devem ser tomadas. Dentre elas, cabe ao legislativo, com ajuda do Ministério da Cultura, criar leis que possam difundir salas de cinema no Brasil. Além disso, facilitar o acesso a pessoas de baixa renda por meio de cortesias e pagamento de meia entrada. Também, as industrias cinematográficas devem transmitir em suas telas, além de filmes, informações que possam agregar conhecimento ao seu público, mesmo de forma disfarçada. Assim, o Brasil sairá da escuridão rumo ao progresso.