Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 05/11/2019
O verso de Carlos Drummond de Andrade ’’ tinha uma pedra no meio do caminho ’’ permite uma analogia aos desafios da democratização da cultura no século XXl, esses empecilhos estão associados a grandes centros culturais e de entretenimento, como museus e teatros, localizar, principalmente, em grandes centros, construindo aos indivíduos que residem nas periferias ou nas zonas rivais barreiras na busca de sua democratização. Desse modo, é a importância da análise de seus efeitos nocivos para desviar essa pedra no meio do caminho que assola a vida dos brasileiros.
Segundo o IBGE, apenas 13% dos brasileiros vão ao cinema algumas vezes ao ano; 70% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Um dado assustador, que apresenta o lado negativo e o grau de obscuridade da cultura por parte da população. Infelizmente, o acesso à cultura está localizado em grandes centros, ou seja, é sinônimo de poder aquisitivo, constituindo a própria segregação sócio-espacial na nação. Reverter esse cenário é atribuir um significado à frase do geógrafo Milton Santos, em que ’’ A globalização atual será mais humana se os recursos e as principais estruturas disponíveis para todos ‘’.
Além disso, convém considerar que, uma cultura é uma ferramenta para aumentar como potencialidades e democratizar como oportunidades. Porém, em um país que preza pelo capitalismo exacerbado e não possui direitos autorais, enfrenta passos longos e graduais para extinguir essa problemática. Na teoria, uma atual Constituição Federal de 1988, determina o pleno exercício de direitos culturais a todos os indivíduos, independente de sua raça, gênero e principalmente poder aquisitivo. Entretanto, na prática, esse cenário é criado a partir de outros alimentos crus, em que os mais ricos conseguem obter, visto que sua localização de residência ou preferência. Com isso, permitir uma análise desse cenário por entidades públicas é rever esse quadro de caos profundo e desigualdade social no Brasil.
Logo, como dito Confúcio, ’’ Não corrigir nossos erros é o mesmo cometer novas falhas. ’’ Assim sendo, é importante o Ministério da Cultura, em parceria, com setores privados, formalizar acordos, em busca de diminuir os seus impostos , a fim dessas empresas investirem em centros culturais nas periferias e zonas rurais, como teatros, cinemas e bibliotecas. Quando implantada essa medida, propicia aos cidadãos ou seu acesso democrático à cultura, tornando-se uma sociedade mais justa e igualitária. O Governo, por sua vez, deve investir maiores parcelas dos seus impostos arrecadados e destinar uma cultura, em especial, o ’’ Vale-Cultura ‘’, contemplando mais trabalhadores e suas famílias também, como filhos expostos e maridos, com um valor simbólico mensalmente.