Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 14/11/2019

Consoante a Revolução Industrial, ocorreu o desenvolvimento tecnológico no tecido social contemporâneo, ou seja as pessoas passaram a ter contato com os equipamentos de tecnologia como forma de entretenimento. Contudo, embora esse avanço, a democratização do acesso ao cinema ainda é um problema. Diante disso, deve-se analisar a ausência de políticas governamentais para garantir a equidade ao espaço cultural e a falta de projetos sociais que objetivam integrar os indivíduos de baixa renda nesse cenário.

Primeiramente, a ausência de políticas governamentais para garantir a equidade da acessibilidade ao espaço cultural é um problema atual. Isso porque, apesar do desenvolvimento tecnológico e científico no Brasil, infelizmente, aproximadamente 60% do segmento social não tem acesso ao cinema, de acordo com o site G1. Diante desse dado, é possível afirmar que essa desigualdade vai contra a Constituição de 1988, pois a Cultura é um direito de todos e dever do Estado. Portanto, visto que os indivíduos da periferia são os mais afetados, devido a concentração de salas cinematográficas no centro das cidades; é crucial que o Governo priorize a construção de unidades de entretenimento em locais desfavorecidos economicamente, a fim de integrar esse grupo populacional.

Em segundo lugar, nota-se, ainda, que a falta de projetos sociais que objetivam introduzir as pessoas de baixa renda nesse espaço também é uma problemática. Em viés com o filósofo Confúcio, a cultura está acima da diferença da condição social. Nessa lógica, a falta de infraestrutura urbana, após o século XX, resulta na escassez de democratização desse direito constitucional; consequentemente, os indivíduos que não têm dinheiro para frequentar shoppings, são socialmente excluídos. Logo, é preciso a ampliação de políticas, a exemplo dos cinemas de ruas para sanar com esse cenário.

Por fim, após os argumentos abordados, é necessário solucionar esse problema. O Governo Federal deve investir em projetos sociais nas áreas periféricas para disponibilizar a esses moradores salas de cinema, por meio, de parcerias com empresas tecnológicas, visto que essa ação pode ser melhor executada com insentivos fiscais para atrair polos científicos a essas áreas, com intuito de cumprir com a igualdade social cultural - como defende Confúcio -.