Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 09/12/2019

Faz mais de um século desde que a primeira sessão de cinema foi exibida ao público. Ela ocorreu em 1885, e, de lá para cá, tornou-se uma das principais atividades de entretenimento de que o ser humano dispõe. Entretanto, é necessário, na contemporaneidade, tornar tal prática de lazer acessível a todos.

Hodiernamente, há duas vezes mais salas de cinema no Brasil do que há duas décadas. A expansão do setor coincide com o crescente anseio da sociedade por um dos direitos sociais previstos na Carta Magna, o lazer. Mas, apesar de ser bastante conhecido, o serviço não está disponível ao livre acesso de todos os cidadãos, uma vez que a expansão do setor ocorreu majoritariamente em ambientes elitizados.

Além disso, outro fator obsta a democratização do universo cinematográfico, o alto custo do serviço. Os valores cobrados nas entradas de cinema costumam ser inacessíveis à população de baixa renda. Esta, em razão disso, acaba deixando em segundo plano as atividades de lazer para priorizar as necessidades básicas.

Desse modo, faz-se necessária a tomada de ações estatais com vistas a democratizar o acesso ao cinema. O Poder Executivo, como garantidor dos direitos sociais, deve criar meios para facilitar o acesso da população ao serviço. Uma boa estratégia seria conceder benefícios fiscais - como isenção em determinados impostos - às empresas do setor que resolvessem descentralizar suas salas, levando-as aos ambientes menos favorecidos economicamente. Outrossim, o referido Poder deve proporcionar condições para que indivíduos de baixa renda possam usufruir do serviço, como descontos em entradas. Assim, através da igualdade material aristotélica, tornar-se-á o cinema um ambiente democrático.