Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 09/12/2019
Na obra “utopia”, do escritor inglês Thomas Moré, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a democratização do acesso ao cinema apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Moré. Nesse contexto, torna-se clara a falta de incentivo do governo, bem como a exclusão social do público de baixa renda, como impulsionador do problema.
Convém ressaltar, a princípio, que a dificuldade do acesso ao cinema no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido á falta de atuação das autoridades, cria-se um abismo social, em que somente classes economicas privilegiadas obtem acesso ao cinema.
Além disso, destaca-se a exclusão do público de baixa renda como promotor do problema. De acordo com dados da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), no Brasil existem somente 2200 salas de cinema. Partindo desse pressuposto, além do número de salas ser insulficiênte, sua localização privilegia as áreas com maior renda excluindo as periferias.
É evidente, portanto, que haja intervenção governamental para diminuir o entrave. Destarte, com o intuito de mitigar a dificuldade do acesso ao cinema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na criação de espaços públicos de acesso ao cinema, através da construção de salas de cinema dentro das escolas públicas e, posteriomente, exibir filmes nos finais de semana para a população de baixa renda. Desso modo, a sociedade alcançará a harmonia, assim como na utopia de Moré.