Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 11/12/2019
Tema: Democratização do acesso ao cinema no Brasil.
Expedida pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos direitos à saúde, à educação e ao bem-estar social. No entanto, a prática adultera o documento proposto, visto que o acesso ao cinema é restrito a classes mais bem favorecidas. Nessa esteira, nota-se que a democratização do acesso ao cinema no Brasil não é concedida devido não só aos valores exorbitantes cobrados, mas também pela ineficiência de locomoções públicas.
A princípio, os altos valores aquisitivos – para adquirir os ingressos – é devido a falhas dos setores governamentais. A esse respeito, Z. Bauman afirma que algumas instituições, especialmente as do governo, se configuram como “Instituições Zumbis”, tendo em vista que não cumprem sua função social. Sob essa ótica, o Brasil contemporâneo se encaixa perfeitamente, em virtude da não democratização do acesso ao cinema por razão socioeconômica. Desta forma, é evidente a irracionalidade na questão da democratização de entretenimento que deve ser resolvida por setores públicos.
Diante do exposto, cabe salientar, que o precário sistema de transporte público é um dos problemas para a persistência da temática. Consoante a matéria da “web” meio mensagem, 8 a cada 10 brasileiros não frequentaram o cinema nas últimas semanas. Sendo assim, averígua-se que não há democratização, e um dos motivos é a dificuldade da população vulnerável socioeconomicamente de ter acesso a lugares culturais. Em síntese, há a necessidade de medidas públicas de modo a maximizar a democratização do cinema no Brasil, através de medidas públicas voltadas para custo de “ticket” e transporte público.
Urge, portanto, a necessidade de mudar o atual cenário brasileiro. Logo, o Ministério da Cidadania por intermédio de investimentos na área de transporte público e programas culturais deve proporcionar redução de taxas em entretenimento, como: cinema e teatro, além de passe público mais acessível para a população de baixa renda. Nesse sentido, o intuito de tal ação é minimizar os impasses da não democratização do cinema no Brasil. Somente assim, a tese de Z. Bauman será totalmente inválida.