Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 15/12/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos ao respeito e ao bem-estar social. Entretanto, uma parcela da população brasileira não tem tais direitos na prática, tendo em vista os empasses enfrentados para democratização do acesso à cultura. Dessa maneira, é crucial combater tal problemática, a qual está vinculada a desigualdade social aliado a negligência governamental.
A princípio, a luta de classes é um fato de extrema relevância ao longo da história, tendo em vista que a burguesia tinha uma condição financeira superior e por conseguinte usufruía de uma melhor qualidade de vida. Porém, os proletariados por serem pobres tinham um panorama de vida inverso. Em vista disso, observa-se que a desigualdade social também está presente nos dias atuais, tendo como exemplo os locais de recursos financeiros elevados que são encontrados os cinemas. Desse modo, cria-se o terreno ideal para pessoas de condição financeira inferior não terem acesso à cultura no Brasil.
Outrossim, de acordo com o filósofo Karl Marx, a desvalorização das pessoas ocorre na mesma proporção da valorização das coisas. Analisando tal pensamento, observa-se a busca exacerbada por lucro um mal para sociedade. Contudo, as autoridades governamentais buscam apenas o capital e não o bem coletivo da sociedade, tendo como exemplo o pouco investimento na construção de cinemas em locais de baixa renda, buscando democratizar o acesso à cultura no país. Destarte, cria-se o cenário perfeito para uma parcela da população brasileira não ter acesso a centros culturais.
Portanto, cabe ao Governo investir na democratização do acesso à cultura no país, por meio da construção de cinemas em áreas com pouco capital financeiro, a fim de atenuar a desigualdade e proporcionar a igualdade de direitos para toda a população. Só então, os direitos ao respeito e ao bem-estar social serão efetivos para toda a sociedade.