Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 06/04/2020
È certo que a Globalização trouxe avanço em vários âmbitos, dentre eles o cultural por meio do teatro, cinema e outras variadas manifestações artísticas. Entretanto no Brasil, o acesso à cultura é segregado, resultado não somente da falsa perspectiva de que pessoas menos favorecidas não se interessam pela arte, mas também da elitização do espaço cultural, confrontando a Constituição brasileira, a qual garante o acesso de todos à cultura. Dessa forma, é inegável a necessidade de investimentos em eventos populares.
Em primeira análise, ainda impera a falsa perspectiva de que, pessoas pobres não se interessam pela arte. Em contrapartida, a exposição gratuita da Tarsila do Amaral no MASP que, ocorreu em julho de 2019 mobilizou multidões que presenciaram o evento, assim, é falsa a ideia de desinteresse do brasileiro pela arte, faltam recursos que viabilizem maior acesso ao ambiente cultural.
Além disso, a Semana de Arte Moderna, marco para a cultura brasileira, foi exibida no Teatro Municipal de São Paulo somente para a sociedade de alto escalão, grandes comerciantes do Ciclo do Café (século XX). Infelizmente, essa elitização do ambiente cultural se perpetua, visto que, teatros, cinemas e museus estão concentrados em locais de maior circulação monetária e o preço cobrado para frequentar esses eventos não condiz com a realidade financeira das pessoas de baixa renda. Portanto, no contexto atual o acesso ao cinema no Brasil vai contra a Constituição que, garante a todos o acesso à cultura. Evidenciando, a necessidade do Governo por meio de políticas públicas investir em eventos populares com o mesmo padrão de conforto e qualidade oferecido pela iniciativa privada; apoiado por campanhas midiáticas que visem divulgar essas exposições através da internet e via impressa. Tornando assim, possível o acesso cultural democrático, em comprimento da Constituição.