Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 15/09/2020
Para Adorno e Horkheimer, a revolução industrial tornou as artes em produtos de consumo, passando a existir uma espécie de elitização da cultura. Diante disso, surge a problemática da desigualdade em que, determinadas pessoas possuem erudição, enquanto outras sequer tem acesso a esse conhecimento. Isso se dá, pela industrialização cultural e pela distribuição assimétrica do patrimônio artístico.
A priori, é evidente que o sistema capitalista busca constantemente pelo lucro e pela acumulação de capital. Desta forma, as produções de conteúdo artístico e intelectual estão sendo usados como meio comercial, para obtenção de riqueza. Exemplo disso, são os elevados preços dos livros e ingressos para teatros e cinemas, comparado ao ganho da maioria dos brasileiros. Consequentemente, a população de baixa renda fica impedida de comprar ou frequentar esses espaços.
Outrossim, é imperativo pontuar, que a distribuição desigual do patrimônio artístico, contribui para a dificuldade em democratizar a acesso à cultura. Isso decorre, principalmente, pelo limitado ou falta de oferta desses segmentos nas regiões periféricas e nos municípios de pequeno povoamento. Nesse sentido, há, uma visão elitista que precificam valores acima do que as classes populares podem pagar, e por acharem que estes não são pertencentes à expressão cultural oferecida.
Portanto, é necessário, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso a esse conteúdo. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de ações governamentais, não somente ampliar a oferta de eventos e espaços voltados para atividade sociocultural, mas também, oferecer incentivos fiscais para reduzir os custos de ingressos e livros e, destinar certo percentual de admissão para pessoas de baixa renda e estudantes de escola pública.