Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 02/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à cidadania. Entretanto, no Brasil, nota-se que os desafios para o acesso à cultura impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência estatal e falta de acesso a internet.
Em primeiro lugar, é importante destacar o descaso do governo com a cultura. Nesse viés, observa-se atualmente que as políticas públicas são pouco eficazes para disseminar esse conhecimento, principalmente nas escolas que em sua maioria é ausente as manifestação artísticas. Tal fenômeno comprova-se por meio de dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o qual prevê que cerca de 70% da população brasileira nunca frequentou museus, centros culturais e cinema. Diante dos fatos, torna-se imprescindível ações governamentais para incentivar diversos modos de se expressar da sociedade atual.
Outrossim, é válido ressaltar a necessidade de acesso aos meios digitais para fazer parte de uma cultura. Nessa perspectiva, a escola de Frankfurt fundada em 1924 na Alemanha, aborda o conceito de “Indústria Cultural,” onde o principal objetivo é atingir o grande público se tornando uma manifestação em massa. Devido a isso, para atingir a sociedade é necessário divulgar nas redes sociais, na qual uma parcela das pessoas estão conectadas. Contudo, parte da população não está vinculada à essas redes sociais. Consequentemente, isso se torna um empecilho para aproximação e reconhecimento das múltiplas artes existentes. Dessa forma, é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.
Em síntese a observação dos fatos presentes na sociedade reflete a urgência de viabilizar medidas para mitigar esse quadro caótico. Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério de Educação e Cultura (MEC), implementar em todas as escolas salas de cinema, aulas de dança, música e artes visuais, com professores qualificados nessas áreas que irão selecionar os alunos para seus cursos de acordo com a sua vocação, a fim de se autoconhecerem. Ademais, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por intermédio de verbas governamentais, promover o auxílio equipamentos eletrônicos e internet, principalmente para as pessoas mais pobres que moram em regiões perifericas e sao excluídos desse meio digital e impedidos de participar da cultura em massa, com intuito de universalizar o acesso às diversas manifestações artísticas. Enfim, a partir dessas ações será possível impelir uma coletividade na sociedade fiel a Declaração Universal dos Direitos Humanos.