Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 22/12/2020

A Constituição Federal de 1998, prevê em seu artigo 6°, o direito a cultura como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios para democratizar o acesso à cultura, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o baixo estímulo da área cultural no país. Nesse sentido, de acordo com o site do G1, 90% da população não tem acesso à cultura com frequência. Segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘Contrato Social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o meio cultural, o que infelizmente é evidente no Brasil.

Em segundo lugar, é fundamental apontar o sucateamento da cultura e o baixo investimento nessa área como impulsionador do difícil acesso para as pessoas a sapiência na Terra Do Brasil. Conforme o site Diário Do Litoral, a falta de capital aplicada é barreira para 60% dos municípios. Diante de tal exposto, 40% das cidades brasileiras oferecem locais não só como cinemas, teatros, mas também áreas culturais específicas. Logo é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo invista dinheiro na área da cultura, de modo que essas verbas aplicadas fomentem campanhas de incentivo para as pessoas começarem se aprofundar no meio cultural e que aumentem o número de locais culturais pelo Brasil, ensinando os desde de cedo a frequentar esse meio tão importante. Dessa forma, será possível garantir que futuramente o número de localidades com acesso cultural cresça e a quantidade de pessoas interessadas por essa amplitude aumente cada vez mais.