Os desafios para democratizar o acesso à cultura
Enviada em 07/01/2021
Na série “Chaves”, há a retratação da falta de conhecimentos básicos pelos personagens. Do mesmo modo, a narrativa não destoa da realidade atual, na qual não só a precarização do acesso à cultura, mas principalmente isso tem gerado um menor desenvolvimento de práticas intelectuais e prazerosas dos brasileiros.
Em primeira análise, é evidente o fato de que, na atualidade, não se preocupar com a disponibilidade de áreas culturais para os menos favorecidos tem sido frequente. De maneira análoga, segundo Karl Marx, a economia é a base da infraestrutura. Nesse sentido, os valores morais são perdidos, agravando em uma precarização do acesso à cultura no país por pessoas de baixa renda, que têm sido desprovidas do uso de bibliotecas, museus e de internet. Sendo que, segundo a Unesco, mais de 70% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança e muitos municípios não possuem bibliotecas, em especial no Nordeste.
Ademais, devido à falta de acesso à cultura pela população brasileira, a mesma vem sofrendo prejuízos. Desse modo, de acordo com Foucault, o poder articula - se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Nesse viés, um alto índice de brasileiros vêm sendo subordinados a permanecerem desprovidos de informações, por conta da falta de acesso aos espaços culturais, gerando menos oportunidades de empregos e um aumento na desigualdade do país. Diante disso, é visto que o preço médio dos livros é muito elevado se comparado com a renda dos brasileiros, segundo a Unesco.
Portanto, ao governo é de extrema importância tomar atitudes contra a falta de acesso à meios de lazer e de conhecimento, por meio de um projeto de leis mais dinâmicas. Sendo assim, disponibilizando um maior alcance de salas de cinema, espetáculos, museus, bibliotecas e de internet e diminuindo o custo dos mesmos e, por conseguinte, melhorando as oportunidades de empregos, com a finalidade de democratizar o acesso à cultura no Brasil, ao contrário de como é retratado na série: “Chaves”.