Os desafios para democratizar o acesso à cultura

Enviada em 13/06/2024

O filme estadunidense “Ainda estou aqui” retrata o amor e benefício que o cinema traz para os telespectadores, visto que a obra transparece como Tessa fica enriquecida culturalmente após frequentar as sessões. Saindo do mundo ficcional, esse cenário está se tornando escasso na sociedade, uma vez que poucas pessoas conseguem ter acesso a programas culturais. Nesse âmbito, o longa entra em sintonia com a nefasta perpetuação dos desafios para democratizar o acesso à cultura, já que está ligado a desigualdade cultural e ao custo no acesso.

Sob esse viés, vale ressaltar que ter um amplo acesso aos patrimônios culturais é de grande importância para proporcionar o enriquecimento artístico da população. No entanto, apesar da excelência em ter uma pátria culturalmente rica, fica claro que ainda há problemas para democratizar esse alcance, dado que a repartição assimétrica desses bens implicam diretamente na desigualdade cultural das regiões brasileiras. Tais fatos foram evidenciados no estudo realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, no qual 70% das cidades do Estado do Rio de Janeiro declaram ter exposições de artes plásticas, enquanto 72,3% dos municípios brasileiros não apresentam nenhum tipo de exibição. Assim, o acesso à cultura é limitado pela concentração de oferta.

Além disso, salienta-se que o custo para acessar programas culturais está interferindo continuadamente na sua democratização. Desse modo, pode-se afirmar que prova desse impasse financeiro é a pequena frequência das famílias que possuem baixas condições para proporcionar lazer aos membros, como exemplo, uma ida ao cinema, cerca de 27% da classe C consegue frequentar esse ambiente, segundo o site propmark. Nesse viés, é inadimissível que o governo de uma país como o Brasil, que ocupa hodiernamente a 13a economia mundial , segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, não invista adequadamente no acesso cultural para os brasileiros.