Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 22/06/2022

Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - cerca de 18% dos brasileiros acima dos 60 anos carece da capacidade de ler e escrever. Dessa forma, a tarefa da alfabetização se torna imperativa no núcleo educacional do país. Porém, a missão esbarra em aspectos sociais e econômicos que prejudicam a educação na terceira idade.

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - adotada em 1948 - o acesso a educação assume um caráter de obrigatoriedade visando o desenvolvimento intelectivo de todos os homens. Porém, idosos que não tiveram acesso ou abandoram os estudos sofrem com dificuldades na tentativa de aprendizado tardio. A negligência social dificulta a tarefa da alfabetização, de modo

que a passividade em relação ao problema assume responsabilidade pela manutenção do mesmo. Além disso, a pressão da sociedade - fomentada pelo julgamento para com idosos que são caracterizados pelo estigma do analfabetismo - tem como consequência a influência negativa na decisão de buscar o auxilio escolar, agindo assim, em contraposição a tarefa educacional.

De modo semelhante o aspecto econômico age como barreira ao ensino na terceira idade. Apesar da existência de projetos que tenham como objetivo a alfabetização, os mesmos carecem da falta de incentivo financeiro, já que grande parte dessas organizações são mantidas por meio de doações. Dessa forma, o problema pode ser considerado responsabilidade estatal já que o mesmo tem como obrigação atuar como catalisador no quesito educação. A falta de recursos que impele para que a tarefa de ensino de idosos seja influenciada negativamente mostra um comportamento passivo em relação aos ministérios responsáveis e evidencia a falta de zelo para com os idosos e suas necessidades intelectuais.

Se torna imperativo, portanto, o auxilio financeiro assim como a educação social acerca do tema. O Ministério da Educação poderia se responsabilizar pela verba destinada a manutenção de instituições que corroborem para o combate ao analfabetismo. Além disso, a criação de campanhas que tenham como objetivo o entendimento da sociedade acerca da importância do tema, seria de extrema importância na tentativa de enfrentar a influência social que age em contraposição a educação. Dessa forma, as barreiras socioeconômicas seriam derrubadas e por conseguinte, a educação na terceira idade seria fomentada.