Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 22/06/2022

O Brasil, durante o século XX, foi majoritariamente rural, fato que começou a mudar após o final da década de 50, por causa do fenômeno demográfico chama-do de exôdo rural. Naquela ocasião, as pessoas migravam em massa às cidades para fugir da pobreza extrema do campo, a qual impossibilitava, dentre muitas outras restrições, o acesso à educação. No entanto, apesar de numerosos cidadãos terem se mudado para os grandes centros com a intenção de matricular seus filhos ou a si mesmos nas escolas afim de serem alfabetizados, nem todos conseguiram. Nesse sentido, atualmente, observa-se que muitos idosos são analfabetos devido ao

passado de grandes dificuldades econômicas. Logo, conclui-se que o problema de analfabetismo entre eles persiste devido ao mal direcionamento dos investi-mentos à educação.

Em primeiro lugar, os idosos carecem de oportunidades relacionadas ao ensino básico. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE), apesar do percentual de idosos analfabetos diminuir a cada ano ele continua alto, chegando à 19% em 2019. Isso porque DOS 6% do Produto Interno Bruto (PIB) destinados ao ensi-no, pouco é destinado a essa minoria. Posto isso, conclui-se que, se pouco é desti-nado, pouco será o resultado obtido na resolução deste problema, revelando a negligência com que os mais velhos são tratados, visto que, devido às suas contribuições pelos seus trabalhos no passado, muitos outros brasileiros foram alfabetizados.

Em segundo lugar, a sociedade exclui os idosos dos novos meios de interação social por causa da persistência em não alfabetizá-los. Acerca disso, com a criação da internet e das redes sociais, como por exemplo o Facebook, Instagram ou o Whatsapp, os meios antigos de comunicação como o telefone se tornaram quase obsoletos. Com isso as pessoas passaram a se comunicar predominantemente por mensagens de texto, fato esse que exclui os idosos analfabetos. Além disso, aumentou a dependência de outros cidadadãos para eventual-mente ajudá-los a usar esse tipo de tecnologia, o que resulta em possíveis humilhações e roubo de dados em relação à eles.

Portanto, é necessário que os o número de idosos analfabetos seja o mínimo possível para que eles sejam autônomos e evite eventuais prejuízos morais ou físicos causados por pessoas mal-intencionadas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação ampliar o programa Educação Jovens e Adultos (EJA) para também agregar os idosos - com o foco de diminuir o analfabetismo entre eles -, mediante a aplicação de verbas destinadas à educação.