Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 01/08/2022

Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste” cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, é preciso, portanto, valorizar também os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática é importante analisar a negligência estatal e a falta de empatia da sociedade.

Nesse contexto, cabe destacar que a educação é um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Nesse viés, é pertinente trazer o pensamento de Hanna Arendt - diz que: “A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direito”. Contudo, o Estado é contrário a esse pensamento, visto que não prioriza o direito à educação, não investe na capacitação de professores e não desenvolve um método de ensino que seja de fácil compreensão para os idosos. Diante dos fatos apresentados, é imprescindível uma ação do Estado para mudar essa realidade.

Ademais, a falta de empatia da sociedade coopera com o revés. Para Jane Austen " Metade do mundo não consegue compreender os prazeres da outra metade". Percebe-se que a falta de empatia da sociedade não permite entender as dificuldades que esses idosos enfrentam no dia a dia, com efeito são julgados por não dominar a leitura, por consequência essa parcela da sociedade é excluída.

Portanto, para que os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil deixe de ser um revés. Cabe ao Ministério da Educação — Órgão responsável por gerir os projetos educacionais no país, em parceria com a sociedade civil, deve garantir a educação dos idosos, por meio de projetos e campanhas informativas, que mostre a importância da alfabetização, com a finalidade de que os idosos tenha acesso a educação, mediante a essas ações concretas, a essência dos Direitos Humanos que Hanna Arendt defende será presente no Brasil.