Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 24/06/2022
Atualmente, quando se pensa em alfabetização, crianças vem à mente, contudo, idosos também necessitam do acesso à educação. Assim, ao se ignorar a alfabetização desse grupo, a vida dessas pessoas é muito dificultada, além de causar angústia e frustração pelo fato de muitas vezes não conseguirem escrever e ler nada além de seu próprio nome.
Recentemente, a partir de pesquisas realizadas pelo Sesc São Paulo e pela Fundação Perseu Abramo, pôde-se observar que cerca de 40% dos idosos possuem dificuldade de ler e escrever, mesmo que o acesso do ensino médio por eles tenha crescido de 7% para 15% de 2006 a 2020. Apesar disso, 14% dos idosos nunca foram à escola e 24% não possuem o ensino fundamental completo, o que demonstra a necessidade que idosos possam completar o nível básico de educação, uma vez que não puderam completar quando jovens.
Ademais, essa ausência de escolaridade é muito nociva para a saúde mental do idoso, uma vez que ele não consegue, ou tem muita dificuldade em realizar tarefas básicas que outros realizam instintivamente, como ler uma manchete no jornal, anotar algo, entre outras. Essa inabilidade acaba causando a sensação de ser incapaz no idoso, o que contribui para a alta taxa de depressão em pessoas dessa faixa etária.
Conclui-se, então, que a alfabetização de idosos é muito importante, e caso não realizada, pode gerar angústias e até mesmo depressão neles. Portanto, para poder resolver esse problema, mais propagandas devem ser feitas pelo Governo Estadual por meio do rádio e televisão promovendo o EJA (Educação para Jovens e Adultos), para que assim, idosos e adultos possam serem alfabetizados, e assim evitando a depressão e angústia futura pela incapacidade de ler e escrever.