Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 25/06/2022
Muito se discute sobre os desafios relacionados a alfabetização dos idosos brasileiros que, infelizmente, ainda é trivial. Diante disso, cabe analisar a falta de investimento do Estado e de informação dos idosos.
Em primeira análise, vale destacar que a carência de investimentos do Estado é um dos fatores para permanência do problema. Essa conjuntura, segundo ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como quebra do “contrato social” uma vez que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis, como à educação, o que, lamentavelmente, é evidente no país. Por exemplo, a quantidade de idosos sem alfabetização que estudam não chegam nem aos 20% de acordo com a pesquisa realizada pela Sesc São Paulo e a Fundação Perseu Abramo. Com isso, sem investimentos adequados, a tendência é continuar sem um ensino garantido.
Convém ressaltar, ainda, que a falta de conhecimento por parte dos idosos sobre a educação oferecida é outro ponto para persistência do estorvo. Nesse sentido, O filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o ensino a educação aos idosos, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, medidas que possam mitigar os desafios da alfabetização dos idosos no Brasil. Para isso, é dever do Estado criar e divulgar a disponibilização de estudo ao idoso, por meio da contratação de pessoas que apresente os temas de casa em casa, a fim de que o direito a educação seja garantido. Assim, será consolidada um avanço da nação, pois, como afirma o filósofo Maquiavel “uma mudança sempre deixa caminho aberto para outras”.