Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 03/07/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro.
Conquanto, tal prerrogativa não tem se repercutido com ênfase na prática quando se observa os desafios relacionados à alfabetização dos idodos no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.
Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de escolaridade básica. Nesse sentido a falta de escolaridade básica irá permear entre sociedade, fazendo com que muitas pessoas cheguem a terceira idade sem serem alfabetizadas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o histórico de pobreza como impulsionador da falta de escolaridade básica no Brasil. Segundo o IBGE seis milhões e setecentos e oitenta e seis mil pessoas idosas são analfabetas. Diante de tal exposto, é notório que esse problema gera para essas pessoas dificuldades como arrumar um emprego, cursar uma falcudade, um curso, ou até mesmo de se comunicar. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, crie modalidades de educação básica em todos os estados do país, afim de que todos, não só os idosos, tenham acesso a educação básica. Assim se consolidará uma sociedade mais justa e igualitária, onde o estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’, tal como afima John Locke.