Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 09/07/2022
O princípio da dignidade da pessoa humana, ratificado na Constituição Federal de 1988, refere-se às garantias vitais de cada cidadão, ou seja, um valor intrínseco como um todo. Entretanto, destaca-se a transgressão à filosofia da Carta Magna quando se observa na sociedade brasileira os inúmeros desafios relacionados à alfabetização dos idosos. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário analisar os entraves dessa conjuntura.
É notório, a princípio, que a escassez de programas sociais reflete, por certo, na dificuldade de escolarização da terceira idade. Isso ocorre, porque, como afirmava o cientista inglês Albert Einstein, é necessário o suporte tecnológico para desintegrar uma partícula atômica. De forma análoga, a negligência governamen-tal se configura como um grave problema à alfabetização dos idosos, visto que as escolas não apresentam infraestruturas de acessibilidades (cadeiras e quadros) que atentam as necessidades específicas desse grupo. Dessa forma, esse contexto se torna um entrave maléfico à educação dos anciões no Brasil.
Ademais, é possível afirmar que a metodologia de ensino ecoa, com efeito, em prejuízos à alfabetização dos antigos. Tal fato acontece, pois, segundo Aristóteles, ‘deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais’. Contudo, a for-ma de transmitir conhecimento aos idosos nos colégios viola a ideia do filósofo, tendo em vista que o formato de ensino é homogêneo tanto aos anciões quanto aos adolescentes. Com isso, é inadmissível esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, que necessita diminuir as dificuldades dos antigos à alfabetização. Para isso, o Governo Federal, responsável pela harmonia social, deve amparar os anciões na obtenção do conhecimento, por meio de recursos financeiros que assegurem acessibilidades (de insumos) das escolas, com o pro-pósito de atenuar as dificuldades ao acesso escolar desse grupo. Em paralelo, as ONGs, precisam reivindicar o direito do idoso à educação, por intermédio de manifestações, em praças públicas, destinadas a comoção do Poder Público, com o intuito de melhorar a metodologia aplicada aos antigos no ambiente educacional. Assim, garantir-se-á uma sociedade que desfrute do princípio da dignidade da pessoal humana de forma plena no Brasil.