Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 12/07/2022

A Constituição federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6º, o direito à educação obrigatória como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, para aqueles que nasceram durante a década de 1960, como os idosos brasileiros, essa política pública recente ainda não estava difundida e, consequentemente, os idosos constituem hoje uma grande parcela da população analfabeta. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Primeiramente, deve-se ressaltar a quantidade de idosos que não tiveram contato com a educação durante a infância no Brasil. Dessa forma, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11 milhões de brasileiros são analfabetos, desses, mais da metade são pessoas com 60 anos ou mais. No entanto, é notório a falta de medidas governamentais na divulgação de programas de ensino como o EJA - Educação para Jovens e Adultos - que tem por objetivo fornecer educação formal ao público que não completou, abandonou ou não teve acesso à escola durante a infância.

Ademais, é importante apontar a falta de influência familiar na vida das pessoas idosas, tendo em vista, o número de idosos que são abandonados no Brasil. Dessa maneira, de acordo com uma pesquisa realizada pela Uol, 77,6% da população idosa no Brasil é abandonada, dificultando, logo, a vontade e a disposição do público idoso para estudar e aprender.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de campanhas, divulgue pela televisão, em virtude do público mais velho, anúncios acerca do EJA, a fim de comunicar a existência de uma programa que tem por finalidade educar e amparar os idosos brasileiros.