Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 21/07/2022

O Brasil, embora tenha avançado em inúmeras áreas, ainda é falho no que tange à alfabetização dos idosos. Isso é potencializado, ademais, pelo fato do sujeito não reconhecer o problema como uma ocorrência frequente no país - seguindo manipulado e refém da alienação. Nesse contexto, é necessário destacar como a má formação dos educadores promove a perpetuação deste entrave, bem como o aumento do abandono do estudo desse grupo.

Nesse sentido, é válido reconhecer como a má formação dos educadores prejudicam a mitigação do obstáculo, dado que o ensino dos idosos necessita de uma atenção e capacitação específica do docente. Sob esse prisma, a antropóloga Ruth Benedict afirma que a cultura é a lente pela qual a sociedade enxerga, isto é, o ambiente expõe os valores adquiridos no convívio social. Partindo desse pressuposto, inserido em um meio que além de banalizar os desafios relacionados à educação da terceira idade e permite a sua continuidade, o cidadão tende a padronizar esse cenário como um fato normal - potencializando uma apatia social.

À vista disso, o abandono do estudo tornou-se um fato frequente no país, visto que o descaso por parte do educador provoca a perda de interesse nos estudos. Nessa ótica, segundo o filósofo Thomas Hobbes, a intervenção estatal é necessária como forma de proteção aos cidadãos de maneira eficaz. Entretanto, no Brasil essa máxima não é notada, justamente por conta da problemática persistir e o poder público não atuar de forma efetiva para minimizar os efeitos da adversidade.

Portanto, é crucial modificar esse cenário e, sobretudo, atenuar o entrave. Para tanto o Ministério da Educação deve criar um projeto de capacitação para os professores. Esse projeto será cumprido por meio de cursos preparatórios para melhor aprendizagem de estudantes na terceira idade, a fim de diminuir a taxa de analfabetismo. Desse modo, a alfabetização dos idosos no Brasil não será mais um problema.