Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 14/07/2022
Na obra banalidade do mal, da filósofa Hannah Arendt, “o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano”. Em paralelo a obra, os desafios relacionados á alfabetização dos idosos no Brasil vem sendo persistente no cotidiano, mesmo existindo mais métodos de alfabetização, ironicamente, os idosos parecem estar estagnados. Isso decorre não só da falta de incentivo, mas também da desigualdade social.
Sob essa pespectiva, é clara a falta de incentivo da sociedade e do governo á alfabetização dos senis, uma vez que, segundo o IBGE (Insituto Brasileiro Geral de Estatística), o Brasil tem 30,2 milhões de idosos e desses apenas 60% sabem ler ou escrever. Nesse viés, o incentivo da família e da sociedade é fundamental, por sua falta, é normal existir mais crianças, que recebem incentivo, do que idosos alfabetizadas.
Nessa pespectiva, a desigualdade é outro fator de grande influência, o Brasil sendo um país subdesenvolvido, tem a maioria da população nas classes média e baixa. Por isso, durante a infância de muitos idosos, que era em uma época de alta ruralização e com um número pequeno de escolas, grande parcela parou de estudar para trabalhar e ajudar em casa, assim não terminaram os estudos, isso fica evidente quando o IBGE mostra que 24% não chegaram a terminar sequer o ensino fundamental.
Portanto, é importante discutir sobre os desafios à alfabetização dos idosos. Por isso, é necessária uma campanha de incentivo, em redes televisivas e rádio, de modo que mostre a importância de saber ler e escrever e que faça os idosos voltarem a estudar, além de quebrar paradigmas que os idosos já são velhos de mais para tal. Dessa forma espera-se minimizar os desafias à alfabetização dos idosos no Brasil