Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 15/07/2022
O filme “Somos todos iguais”, conta a história de um jovem escravizado e relata sua rotina na lavoura, enquanto observava triste outros jovens privilegiados indo para escolas. Dessa forma, fazendo uma alusão ao mundo atual, são muitas as pessoas do tempo antigo, que agora de encontram idosas, as quais não tiveram oportunidade de receber um ensino por conta de fatores da vida. Nesse âmbito, cabe analizar o amadurecimento precoce de crianças nos tempos passados e tambem o estigma associado à estudar estando na terceira idade.
Desse modo, crianças do sexo feminino amadureciam precocemente para trabalharem cuidando da cada, responsavéis pelo alimento e preparo da casa, enquanto o sexo masculino, institulados como provedor, já trabalhavam desde cedo para fornecerem sustento à familia, e assim não havia espaço para preocupação a alfabetização. Entretanto, hoje, idosos sofrem às conseguências, inseridos em um mundo tecnológico, a cada dia sentem mais dificuldade por não saberem o básico da escrita e isso precisa ser mudado.
Além disso, outro desafio para idosos analfabetos, vem de tomar a decisão de iniciar a vida escolar, relacionado aos estigmas por estarem na terceira idade, se sentem envergonhados de frequentarem um lugar com tantos jovens e isso os faz desanimar. Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade, em todo momento eles encontram uma pedra no caminho, e é necessario uma mudança de postura para o acolhimento dessa geração passada.
Em suma, medidas precisam ser tomadas para minimizar os desafios relacionados à alfebetização dos idosos no Brasil. Nesse sentido, cabe ao estado, juntamente o Ministério da Educação, pensando na educação escolar dos idosos, inserirem espaços nas escolas voltados apenas ao público da terceira idade, construindo e ressignificando espaços antes inutilizaveis, onde os idosos se sintam acolhidos e tenham contanto com outros que também querem aprender, tudo isso por meio de reorganização de verbas da educação, para que assim tenham um lugar para se identificarem e adquirerem oportunidades que tanto queriam como o do jovem escravizado.