Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 28/07/2022

Na década que vivenciaram, os idosos se desenvolveram em uma sociedade fardada ao trabalho, que por muitas vezes começava ainda na infância, o que contribuiu para que o que atualmente é chamado analfabetismo. Para que a população seja mais inclusa, é necessário saber ler e escrever, além de ser uma forma de autonomia e pertencimento. Porém, a geração do início dos anos 1900 apresenta barreiras nesse contexto, seja por eles acharem tarde demais para se alfabetizarem, seja pela dificuldade em voltar depois de tempos distantes.

Cabe destacar, que na década de 90 a população que hoje é idosa, não era instruída a ver o estudo como primordial e estavam fardados ao trabalho “braçal”. Tal fato prejudicou a autonomia dos mesmos e hoje eles se veem dependentes de membros familiares para fazerem atividades rotineiras, como ler bulas e até mesmo assinar seu próprio nome. No programa bem-estar da rede Globo foi citado a frase “nunca é tarde para aprender”, e análogo a isso foi criado o programa Encceja- exáme nacional de certificação de competência de adultos- que visa integrar aqueles que já passaram da fase estudantil, tudo isso com fim de desmistificar as dificuldades que estes vivenciam por não serem formados.

Além disso, outro fator desafiador é a falta de motivação em retornar á escola depois de anos distantes. Junto á isso há também a vergonha de se mostrarem tardios em relação ao restante da classe. Isso fez com que apenas 20% desta população tenha concluído o ensino médio, segundo o site notícias UOL. Portanto, para que essa porcentagem diminua é fundamental meios de ensino que busquem conforto e segurança na classe escolar, de modo que eles se sintam mais confortáveis para aprender, ou está população será cada vez mais dependente.

Contudo, diante os fatos anteriores, cabe ao Ministério da educação- órgão responsável por garantir que a mesma seja plena- criar campanhas no meio televisível, de mais alcance desta população, de modo a chamar a população para voltar aos estudos, garantindo autonomia. E também após isso se concretizar, que nas salas de aprendizagem seja deixado de lado os paradigmas e a vergonha, buscando inclusão. Quem sabe assim, estes possam voltar no tempo buscando liberdade e evolução