Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 25/07/2022
A série “Anne com E” mostra como a educação era vista por volta do ano de 1880 e o déficit que a falta de aprendizado causava no futuro, na qual indivíduos com mais idade não eram alfabetizados por conta da infância voltada ao trabalho. Paralelamente à série, no Brasil atual, o analfabetismo também é comum entre os idosos por conta da falta de acesso a educação na infância. Por isso, de modo que o analfabetismo é uma questão de vulnerabilidade social, essa questão deve ser revertida em prol do direito a educação por parte dos idosos.
A priori, a busca pela alfabetização é uma forma de suprir necessidades não correspondidas no passado. Segundo dados do site “Isto é dinheiro”, a procura por acesso ao ensino médio pelos idosos aumentou no ano de 2020, entretanto, 40% dos indivíduos com mais de 60 anos ainda apresentam dificuldades para ler e escrever. Desse modo, conclui-se que a ascensão do número de idosos no ensino médio atualmente, reflete a baixa escolaridade desse público no passado.
Outrossim, o analfabetismo torna o indivíduo mais vulnerável a golpes e fraudes, contribuindo para a violência financeira contra o idoso. De acordo com o IBGE, 18% das pessoas com mais de 60 anos no Brasil são analfabetas, ou seja, são todas suscetíveis a diversos tipos de violência, dentre elas, a financeira. Diante disso, percebe-se que promover a alfabetização dos idosos é uma questão de segurança contra determinados abusos.
Portanto, para que o desafio em relação à educação dos idosos no país seja atenuado, é mister que o Ministério da Educação amplie projetos, como o EJA (Educação para jovens e adultos), direcionados para a alfabetização de idosos. Nesse sentido, o direcionamento exclusivo para a educação dos idosos inclui métodos que auxiliam no aprendizado de acordo com as especificidades da faixa etária, como a conversa sobre as dificuldades de cada aluno. Dessa maneira, com o intuito de diminuir as estatísticas de analfabetismo dos idosos, o ensino direcionado é capaz de mudar esse cenário e evitar casos como o da série “Anne com E”.