Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/07/2022

O filme “O Aluno” é baseado em fatos reais e apresenta Maruge, um senhor de 84 anos, que decide se matricular em uma escola primária após escutar um comunicado do governo sobre o programa “Educação para todos”. De acordo com o “Guiness Book”, Maruge foi a pessoa mais velha a se matricular em uma escola primária. Fora do contexto, o Brasil não está tão distante da mesma realidade. É evidente o nível de preocupação da sociedade com a questão de alfabetização dos idosos, que não tiveram a oportunidade de estudar durante a infância pois o histórico de pobreza do país dificultou o ingresso de pais e avós nas escolas durante a juventude.

Nesse contexto, de acordo com o censo de 2017 do IBGE, os idosos correspondem a 15% da população brasileira, e dos mais de 11 milhões de brasileiros que são analfabetos, mais da metade são pessoas acima de 60 anos. No entanto, muitos dos avós e pais que são analfabetos atualmente possuem grandes constragimentos de voltarem a estudar por causa do preconceito da geração mais nova. Desde a Revolução Industrial, é nitído a precisão de trabalhadores devido ao nível de pobreza do país. Por isso, muitos brasileiros deixam de estudar para trabalhar, prevalecendo na contemporaneidade as mesmas situações que muitos dos idosos passaram e os atrapalharam de maneira exorbitante.

Outrossim, conforme consta na Constituição de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado e família, entretanto, na atualidade pouco se vê do Estado a exposição de ações e campanhas que promovam o interesse dos mais velhos a voltarem a estudar e aprenderem a ler, escrever, diferenciar as letras, números e, apesar de já haver o EJA (Educação para Jovens e Adultos), poucos avós e pais conhecem do projeto. Conforme a revista “Veja” expôs em uma de suas pesquisas, o Brasil é o 8° país com o maior número de adultos analfabetos no mundo.

Portanto, cabe ao ao Ministério da Educação - que promove a garantia da qualidade a educação- fazer a expansão da existêcia do EJA e capacitar professores para ensinarem aos idosos a lerem e escreverem. Tal ação será feita por meio de campanhas publicitárias (rádio, mídias sociais, TV) e cartazes nos transportes públicos a fim de melhorar a situação do analfabetismo dessa geração.