Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 02/08/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país,
prevê em seu artigo 205, o direito à educação como inerente a todo cidadão
brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática quando
se observa os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil,
dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.
De início, é imperioso notar que a indiligência do governo potencializa os
desafios enfretados para a formação educacional dos idosos. Nesse sentido, faz-se
necessário mencionar um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estastísticas (IBGE), segundo dados da pesquisa cerca de 11 milhões de brasileiros são analfabetos, onde mais da metade desse número são pessoas com 60 anos ou
mais. Essa conjuntura, segundo ideias do filósofo contratualista Jonh Locke,
configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre
sua função de garantir aos cidadãos desfrutarem de direitos indispensáveis, como
o acesso à educação, o que infelizmente é evidente no país.
Outrossim, a sociedade brasileira apresenta elevados índices de desigualdade
sociais e educacionais, e idosos que não receberam o privilégio do mínimo, gozar
de boa educação quando jovens, acabam sendo ignorados e se tornando vítimas deste sistema vergonhoso. Nesse viés, de acordo o Laborátorio das Desigualdades Mundiais, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, já que o 1% mais rico possui quase metade da fortuna patrimonial brasileira. Dessa forma, nota-se que a pobreza e a desigualdade contribuem para o desinteresse e a dificuldade de
acesso à educação, uma vez que há comumente a desvalorização da educação em
populaçãoes menos favorecidas.
Pontanto, o Ministério da Educação deve realizar investimentos adequados em
instituições que oferecem o acesso educacional a grupos de alfabetização. Para
isso, recursos financeiros devem ser direcionados à efetuação de melhorias-como a implementação de infraestrutura e profissionais qualificados-a fim de proporcionar uma trajetória de conhecimento adequada às condições das pessoas. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.