Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 04/08/2022
Ocasionalmente, aparece nas mídias, notícias de idosos que acabaram de se formar em um curso superior sempre com um discurso meritocrático de que nunca é tarde para realizar o seu sonho. Contudo, esses são apenas casos raros comparados com a realidade brasileira de analfabetismo entre os mais velhos. Dessa forma, ainda persiste no Brasil, entraves que dificultam a alfabetização deles, seja por uma depreciação da velhice, seja por falta de lugares específicos.
Primeiramente, à medida que a juventude é glorificada, a velhice é ofuscada. Nesse sentido, com o advento das redes sociais, a aparência tornou-se mais fundamental para as pessoas, em virtude de uma busca incessante por uma beleza jovem, logo procedimentos estéticos são feitos para fugir de um velhice inevitável. Diante desse cenário, problemas relacionados aos idosos, como o analfabetismo, tornam-se invisíveis e negligênciados perante a sociedade, já que a maioria da população finge não enxergar esse grande contigente populacional.
Ademais, embora a quantidade de idosos tende a aumentar no país, devido a elevada expectativa de vida, falta uma infraestrutura básica que auxilie essa população nas suas necessidades, como a do analfabetismo, já que segundo uma pesquisa da Isto é, quase cinquenta por cento dos idosos afirmaram terem probemas para escrever e ler, um número muito alto. Mesmo que já exista o EJA - educação para jovens e adultos - seria fundamental a criação de centros socioeducativos específicos para idosos, voltados a sua alfabetização de um jeito que atenda as suas demandas. Além, de difundirem esse centros educacionais por todas as regiões do país.
Portanto, infelizmente, questões relacionadas à velhice no Brasil são ignoradas, especialmente, a alfabetização. Para reverter esse quadro, é necessário que o Poder Legislativo - responsável por elaborar leis - separe mais verbas para o Ministério da Educação para ser investido na construção de escolas específicas para idosos. Além de oferecerem cursos para os professores dispostos a trabalharem nessa área e se atentarem com a nova demanda. Dessa forma, com uma maior difusão da educação para os idosos, eles conseguirão lutar ativamente por um novo olhar perante a sociedade, sem serem excluídos.