Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 05/10/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos busca garantir a todos os cidadãos pleno acesso aos direitos básicos como saúde e educação, além de preservar a integridade e dignidade do ser humano. Entretanto, tais garantias são negligênciadas quando idosos não têm o privilégio de se alfabetizarem. Nesse sentido, é possível apontar o preconceito com pessoas acima de sessenta anos e a falta de incentivo estatal que faz com que esse assunto não seja reconhecido.
Primeiramente, o filme ´´Uma lição de vida`` mostra um africano de oitenta e quatro anos que luta para receber educação básica e se alfabetizar. Fora das telas, percebe-se que na contemporaneidade há um certo preconceito com indivíduos que decidem se alfabetizar na idade avançada devido aos esteriótipos de que só crianças em fase de desenvolvimento podem ser alfabetizadas. Logo, conforme Sêneca, filósofo romano, ´´A educação exige os maiores cuidados, porque influencia sobre a vida toda´´. Em síntese, esses anciões não tiveram a garantia da educação, o que com certeza levou esses seres a enfrentar muitas dificuldades ao longo de suas vidas.
Além disso, a falta de incentivo estatal também é um grande contribuinte para esse obstáculo devido a falta de conhecimento acerca do assunto. Desse modo, muitas pessoas ainda não têm entendimento sobre a alfabetização de idosos e a sua importância disso tanto para a comunidade, como para os própios idosos. Analogamente, muitos têm vergonha de não conseguirem ler e escrever, e sentem que já passaram da idade de aprender, e aí que vem o incentivo estatal mostrando que nunca é tarde para adquirir conhecimento.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática. Para tanto, urge que, afim de diminuir o número de pessoas idosas não alfabetizadas, O Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais crie centros de ensino especializados para a terceira idade. Além disso, o governo deve criar campanhas de conscientização sobre o assunto. Ademais, o Ministério da Educação também deve proporcionar rodas de conversas nas escolas, evitando seu silenciamento e motivando maior entendimento a respeito do assunto. Assim, a realidade brasileira poderá ser diferente.