Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 18/08/2022

A Constituição de 1988 garante para todos os brasileiros o direito à educação. Entretanto, essa não é uma realidade, visto que as populações idosas apresentam desafios para a sua alfabetização que se baseiam na precariedade do sistema educacional e na desigualdade social presente, o que afasta essa parcela da busca de uma melhor formação.

Primeiramente, é preciso avaliar a qualidade do ensino público. Nesse sentido, a terceira idade não percebe vantagens em procurar os estudos, o que infere na quantidade de idosos que buscam o serviço e que se deve as baixas qualidades das escolas, como problemas de abastecimento de água e materiais bons. Prova disso, é que de acordo com o jornal G1, cerca de 92% dos recursos da educação foram cortados nos últimos anos. Portanto, fica claro que a quantidade de pessoas no ensino é diretamente ligado com a forma que as instituições se apresentam.

Além disso, as diferenças de vida são fatores relevantes. Dessa forma, é perceptível que parte da população analfabetizada vive em situação de pobreza, dado que a falta de educação se deve a fatores da vida, como a busca de trabalho e dinheiro, já que parte do povo não tem os seus direitos mínimos atendidos. Isso é comprovado com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mostram que 1% da população brasileira detêm mais riqueza do que os outros 99% do total. Por isso, é evidente que como o caso é influente na quantidade de pessoas não estudadas.

Em síntese, há a necessidade de alteração do cenário. Logo, o Ministério da Educação deve trabalhar para aumentar o fluxo de verbas destinadas para programas de alfabetização e reformas de colégios, sendo feitas modificações estruturais e compras de materiais de qualidade, para que sejam atraídos mais pessoas a fim de melhorarem seu status de ensino. Outrossim, o Ministério da Economia deve trabalhar em programas de financiamento estudantil para idosos, por meio de uma bolsa estudantil que colabore para que o indivíduo volte para as escolas e conclua seus estudos, com o propósito de que as diferenças sejam diminuídas e a quantidade de alfabetizados sejam altos. Com isso, em um longo prazo, será possível que a problemática tenha um fim e a vida de todos beneficiados melhorem.