Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 05/08/2022

A taxa de analfabetismo do país entre pessoas idosas é três vezes maior comparada à faixa etária jovem. Segundo uma análise feita pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação de 2019, a última realizada, a taxa de analfabetismo entre idosos da região Nordeste é de 37,20% e no Norte é de 25,50%, em comparação a 10% das regiões Sul e Sudeste. Esses números mostram a realidade de um país desigual, onde o Norte e Nordeste possuem maior dificuldade no acesso à educação em relação às outras regiões.

Segundo censo do IBGE, mais de 11 milhões de brasileiros são analfabetos. Desses, mais da metade são pessoas com 60 anos ou mais, correspondendo a uma média de seis milhões de idosos que não sabem ler e nem escrever. Devido a objeção, isso gere complicações como lerem receitas médicas, embalagens de medicamentos, orientações escritas para procedimentos de exames, consultas em outros serviços e todos os aspectos que envolvem o cuidado com a saúde. Estas situações contribuem para a redução da adesão ao tratamento, para a falta de conhecimento sobre dicas de saúde e prevenção, e pode até gerar riscos à saúde, diante da tomada inadequada de medicamentos, da compreensão equivocada das informações e perda de consultas e atendimentos.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro de 2021 um Projeto de Lei que reserva vagas para educação básica para pessoas idosas. O projeto tem o intuito de estimular a retomada dos estudos para a conclusão da educação básica, muitos têm vergonha de não saber ler e escrever, mas muitas vezes, sentem que já passaram da idade de aprender.

Fato é que tal iniciativa e ajuda do governo, como meios de transportes para os que moram em locais de difícil acesso e materiais escolares, mas também os familiares que pode os ajudar a entender que o conhecimento é constante e o qual eles podem se alfabetizar mesmo após os 60 anos de idade. O EJA (Educação de Jovens e Adultos), exige dos professores um trabalho diversificado com o uso de diferentes metodologias e estratégias de ensino e avaliação que abordem as peculiaridades de cada estudante, por isso é preciso ter criatividade e principalmente paciência.