Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 07/08/2022

No artigo 6° da Constituição Federal do Brasil consta que todos têm o direito à educação, à moradia, ao lazer, à infância, à segurança e à saúde. Entretanto, não é isso que ocorre na prática, visto que muitos idosos sofrem com o analfabetismo. Nesse sentido, torna-se premente analisar as principais causas dessa problemática: a pobreza na infância e a falta de tempo e estímulo depois de adultos.

Em primeira análise, é importante abordar a pobreza na infância desses idosos. Muitos não puderam estudar para ajudar em casa, seja com atividades domésticas ou trabalhando fora, para contribuir financeiramente. Isso acontecia, principalmente, com as mulheres da família, por conta do forte machismo da época. Os dados de uma pesquisa feita pela prefeitura de São Paulo mostraram que a taxa de mulheres analfabetas é maior que a dos homens em 18,8%. Dessa forma, o futuro das mulheres é muito mais prejudicado que o dos homens.

Em segunda análise, cabe apresentar a falta de tempo e estímulo depois de adultos. Os analfabetos acabam perdendo o interesse nos estudos, pois se acostumam a conviver sem saber ler e escrever, além da falta de tempo por cuidar da casa e dos filhos. O trecho “Eu vejo o futuro repetir o passado” na música “O Tempo Não Para” de Cazuza, pode ser comparado com a vida desses idosos, pois quando crianças, não tinham tempo para estudar, e depois de adultos, o mesmo acontece.

Portanto, é de suma importância combater a problemática. O Ministério da Educação, órgão responsável pela regulamentação da educação no Brasil, deve, por meio de campanhas nas redes sociais e propagandas na televisão, incentivar a educação em adultos e idosos e divulgar o EJA (Educação de Jovens e Adultos) para que o idoso em questão crie o interesse nos estudos e sua família possa, também, se mobilizar com a campanha e o incentivar a combater o analfabetismo, e isso deixe de ser um desafio no Brasil.