Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 11/09/2022
Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos mais importantes documentos: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo assegura que todos tem direito à educação. Entretanto, as ideias previstas pela Carta Magna estão longe de serem uma realidade no país, uma vez que a alfabetização de idosos ainda é um entrave. Nesse sentido, é importante salientar como a inoperância estatal e a falta de políticas educacionais voltadas para essa parcela da população são fatores que corroboram para o panorama contemporâneo.
Diante desse cenário, é válido salientar a inoperância do Estado em relação ao revés. Segundo o jornal G1, no Brasil , as taxas de analfabetismo entre a população com mais de 60 anos é de aproximadamente 35% , justificada pela precariedade e dificil acesso as escolas em décadas passadas , mas que ainda reflete em pleno século XXI, tanto pela inércia do Estado, quanto pela falta de democratização da educação para essa parcela do corpo social brasileiro. Desse modo, é inaceitável que o Poder Público não tome medidas para reverter esse lamentável panorama.
Além disso, a inexistência de políticas educacionais voltadas para à educação dos idosos também causa o problema. Diante disso, Thomas Hobbes em seu livro ,Leviatã, defende que é obrigação do governo de promover meios que auxiliem no progresso da nação. Todavia, as autoridades contradizem as ideias do filósofo, visto que tem papel inerte em relação a aprendizagem pedagógica dos mais velhos- seja no fundamental, médio ou superior. Assim , é incoerente que um país, membro da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê uma educação universal, o Estado deixe que essa conjuntura permaneça entre seus habitantes.
Em suma, é vigente que atitudes sejam tomadas no sentido de atenuar a crise em discussão. Logo, o Ministério da Educação - responsável por políticas educacionais- deve criar programas de incentivo e garantia da educação voltada para os idosos, por meio de verbas do governo federal, com implementação de um ensino inclusivo que mostre a importância da alfabetização independente da idade. Espera-se, com isso, diminuir os indíces de cidadãos da terceira idade que não sabem ler nem escrever. Ademais, é uma forma de tornar as ideias da Constituição de 1988 uma prática efetiva nacionalmente.