Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 14/09/2022

Quando se ouve falar dos problemas educacionais no Brasil, normalmente se fala que os alunos brasileiros estão nos ultimos lugares do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que o brasileiro lê pouco, 2.5 livros por ano e que o IDH poderia ser mais alto se a escolaridade do brasileiro fosse maior, não obstante, não se fala que há uma grande quantidade de idosos, em território nacional, os quais não foram alfabetizados. Um problema que tem sido postergado, infelizmente, pois ler e escrever é fundamental para uma cidadania plena e para elevação do indivíduo através do conhecimento.

Em primeiro lugar, deve-se lembrar que não ser alfabetizado tem como consequência problemas diários e que por muitas vezes podem ter consequências graves. Os problemas mais imediatos restrigem a autonomia, pois não se pode ler uma notícia, uma placa e entender um contrato que está sendo assinado, notadamente este grupo torna-se visado, sendo alvo de golpes, já que o conhecimento é uma forma de autoproteção.

Somado a isso, a falta de instrução restringe o acesso às maiores mentes que já passaram pela humanidade, em razão do alfabeto ser um código que essas pessoas não dominam. Desse modo, muitas pessoas irão cruzar a existência sem nunca ter lido uma peça de Shakespeare, um poema de Homero e nem um romance de costume de Jane Austen, lhe serão negado uma cultura que eleva a alma.

Portanto, com vistas a mitigar o problema e oferecer uma cidadania plena, o Ministério da Educação deve ampliar o EJA (Educação de Jovens e Adultos) e atualizá-lo. È necesário que os horários sejam diversos, manhã, tarde e de noite, para as aulas presenciais e que haja a versão EAD (Ensino a Distância), pois muitos idosos têm internet em suas casas e podem contar com assistência de seus familiares para assitirem às aulas. Assim esses idosos poderão ter sua cidadãnia assegurada e um novo mundo se abrirá para eles, o do conhecimento.